terça-feira, 9 de abril de 2013

O Chamado da Igreja: Renúncia e Mortificação em Cristo.


Texto estraido do livro de Leonard Ravenhlill,
“Porque tarda o pleno Avivamento.”

Após a disputa que teve no Areópago, Paulo, expôs abertamente o seu desprezo pela sabedoria deste mundo, e dia a dia resistia à tentação de querer superar os sábios, ou de querer filosofar mais que eles. Sua missão não era defender um ponto de vista, mas derrotar as legiões do inferno.
Houve um momento, provavelmente durante sua estada na Arábia, em que a personalidade dele mudou totalmente. Depois disso, nunca poderia ser tachado de apóstata. Achava-se por demais empenhado em “prosseguir para o alvo”. É bem provável que, se hoje ele ouvisse aquele hino tão apreciado entre nós — “Senhor, sei que tenho forte tendência para me desviar de ti” — ficaria profundamente aborrecido. E o fato de não ser benquisto, nem bem acolhido, nem ter um patrão a sustentá-lo não o incomodava em nada. Seguia sempre em frente — cego para todas as honrarias da terra, surdo a todas as tentações para gozar o lazer, imune ao fascínio das glórias terrenas.
Outra marca que Paulo trazia em si era a da humildade. As traças nunca poderiam corroer esse “manto” que Deus lhe dera. Nunca utilizava a humildade para buscar o louvor dos homens. Ao contrário, colocava-se sempre no primeiro lugar na lista de pecadores (quando nós o teríamos posto em último).




Julio Arruda - Cristianismo com Caráter:

    Como Paulo, nós devemos ser escravos de Cristo, mas como viver e pensar desta forma se não conhecemos a Cristo como deveria? Ser igual a Cristo não no “exterior”, mas sim interiormente, pensando e sentindo o que Cristo (nosso amigo intimo) pensou e sentiu quando estava entre nós. Por que não chegamos a esta maravilhosa plenitude? A resposta é simples: não vivemos o cristianismo de corpo, alma e espírito. 
     
    Não nos entregamos por completo, pois durante o percurso da vida esquecemos quem somos, esquecemos da nossa identidade. Somos peregrinos, forasteiros, cidadãos dos céus, não temos morada nesta terra. O grande problema se dá quando nós nos esquecemos da nossa condição. Não sabemos o que é a primazia em nossa vida. Nosso papel ou nossa responsabilidade como cristão é pensar nas coisas pertencentes ao mundo espiritual 
      
     Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” (Cl 3:1,2).
       
       Paulo neste momento faz uma advertência a igreja; “se, pois, fostes ressuscitados”. Esta é a grande questão. Hoje em dia, muitos, dentro das igrejas não sabem se verdadeiramente “ressuscitaram com Cristo”, e por que não sabem? Paulo deixa a resposta dizendo que; para que alguém ressuscite necessário vos é morrer primeiro, e por que não morrem?       
    
     Sinceramente eu digo o porque; o evangelho do nosso tempo não tem deixado o peregrino “morrer”, ele está sentado, acomodado, edificando, construído, recebendo, buscando, valorizando, servindo. Ele está muito preocupado, não com as coisas que são de cima, não está preocupado com o mundo espiritual, mas está conformado e acomodado com as coisas terrenas. 

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"Santidade ao Senhor" 
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